Capitulo 1 – A Iniciação
Dum… Dum… Dum…. Como se estivesse vivendo um sonho, o Manyk ouve. Dum… Dum.. O grave som dos tambores o deixam em estado de alerta. Ainda confuso levanta-se e ve diretamente a sua frente uma grande fogueira, e ao olhar a sua volta percebe que está em uma jaula. A tribo está reunida ao redor do fogo cerimonial pois hoje é celebrado o Nuank, o eclispe das duas luas. A batida dos tambores faz com que todos sintam uma conexão com algo maior e uns com os outros. Alguns escolhidos da tribo dançam, homens e mulheres embalados pela batida ancestral dos tambores misturadas com palavras de uma lingua sagrada.
Ao pereceber que o Manyk está agora acordado, um dos homens que estava até agora em estado de meditação se levanta. Ele usa em sua cabeça o crânio de um animal que nunca foi visto pelos mais novos da tribo, um colar de afiados dentes, seu corpo mostra marcas dadas aos mais honrados caçadores, exibe tambem por seu corpo uma pintura cerimonial. Ele é chamado de Yonu, o mais antigo e o portador dos segredos.
Acompanhado da batida dos tambores ele segue em diração ao Manyk. Ao ficar de pé diante da enorme jaula onde está o animal os tambores são silenciados e em uma lingua que somente o Manyk pode entender ele fala: – A muitos Nuanks foi dada uma missão a nosso povo. Somos os portadores. A você Manyk foi garantida a chave, e toda sua memória sobre tais acontecimentos foi apagada. Para que o segredo seja mantido a salvo, precisamos da chave para iniciar nossos novos guerreiros. – Yonu se ajoelha, de olhos fechados levanta as mãos com as palmas abertas para o animal -Niib…. askat ya urik – Uma luz semelhante ao fogo parte das mãos do Antigo que faz inscrições antigas se acenderem por toda a jaula. A jaula é aberta e Yonu retorna a seu lugar.
Laen e Hoi’k são irmão gemeos e estão ajoelhados proximos ao fogo cerimonial, ao seu lado mostrando pinturas semelhantes as suas, estão jovens homens e mulheres da tribo. O Manyk tendo o tamanho de 3 homens e facilmente o peso de 30 caminha pra fora da jaula, seu pelo amarronzado a luz da fogueira emite um brilho dourado. Ele se senta ao lado do Yonu e então diz – Tribo de Kankja, eu sou Eosty. A milhares de Nuanks passados o povo vindo das estrelas deu aos representantes do planeta algo que já foi considerado tanto uma maldição quanto um dom. Por um tempo houve paz e a harmonia, contudo o destino do Povo das Estrelas foi o mesmo do nosso. O poder corrompeu a mente dos portadores, antes que fosse tarde demais um conselho foi formado e os segredos divididos por todos os representantes. Ao meu povo foi garantida a chave que daria a seu povo a força para defender o segredo a qualquer custo. E nossa memória apagada. Tribo de Kanja, velhos amigos é novamente chegada a hora! Que começe a Iniciação! – Os tambores ressoam em tom de festa e toda a tribo comemora.
( incompleto )
