
Até onde a vista alcança, verde. O vento que sopra do leste faz a copa das arvores balancarem. uma folha se desprende, quem sabe, se tivesse olhos poderia ver um Manyk que vagava solitario pela floresta.
Um animal com dimensoes suficientes para marcar a cada passo, um buraco no solo que sera preenchido por agua da chuva. Manyks são animais solitários, não tem territorio fixo, contudo exercem um papel fundamental na floresta. O vento para e conforme caminha em busca de alimento o Manyk sente algo que jamais havia experimentado em suas longas jornadas. Sente seu couro ser rasgado, e o liquido quente em tom avermelhado escorre pelo ferimento. Emite um rugido que faz as aves mais proximas voarem com medo.
Em posição de ataque, o Manyk ergue suas presas e novamente, dor. Agora ele consegue ver uma haste de madeira fincada em seu dorso e o liquido quente que escorre, faz sua visão ficar turva. Enquanto caminha rumo a morte o animal tem sua ultima visão. Já tinha visto aquelas figuras em outro momento, mas nunca de tão perto. Homens, de cor escura cabelos longos em formas que lembram cipós, carregando em seu pescoço adornos que o Manyk reconheceria como sendo vestigios da morte, e em suas mãos hastes de madeira com uma pedra afiada na ponta, agora o animal reconhece a causa de sua iminente morte. Imóvel e indefeso um dos homens, que carrega consigo adornos diferentes chega proximo ao ouvido do Manyk e sussura algumas palavras. Seus olhos se fecham e agora ele não sente mais dor.
